Ribeirinha – A Rainha Sem Coroa

File 00206B8DA603160218090647_0001A mão amiga do Manuel Neves brindou-me com o livro, “Ribeirinha – A Rainha Sem Coroa – A Vida da Amante Favorita de D. Sancho I”, de Fernanda Vaz Godinho (PEL-Pinhel Editora, Lda, 2014). E logo o comecei a ler; e não mais parei. Apenas fiz breves pausas para atiçar o lume da lareira, defronte da qual, refastelado no sofá, lia. Até dei por mim a dar umas gargalhaditas quando algumas passagens do texto, de tão belas, me faziam esquecer a vida a acontecer ‘lá fora’.

Fernanda Godinho escreve muito bem, usa uma linguagem que nos incita ao mergulho nas estórias da história, sem anacronismos, convidando a um regresso ao passado.
Dá gozo, um imenso prazer, ler um texto que brota do fascínio descritivo de uma história bem contada, bem escrita e, seguramente, que deve ter dado muito gosto a quem a escreveu. Só quem gosta de escrever pode escrever bem!
Romance histórico, conta-nos a relação entre Maria Paes da Ribeira (A Ribeirinha) e D. Sancho I. «Entre uma linguagem coloquial que recria os ambientes da época e os factos históricos, “Ribeirinha, A Rainha sem Coroa” deixa transparecer a inteligência e o empenho que a protagonista coloca na ajuda a D. Sancho I, num período tão importante da vida de Portugal mas, sobretudo, realça a relação de amor e respeito que se estabeleceu entre os dois amantes.»

Veja-se a beleza e a simplicidade fascinante desta passagem: «Já cavalgando o corpo de Ribeirinha, despojada da roupa que só atrapalhava, encarava-o como se do próprio território do reino se tratasse. Apreciando cada recanto, deleitando-se naquela paisagem… Esbelto, como seria o reino de Portugal, da Galiza aos Algarves, seria todo seu, para sempre. Mas Ribeirinha dava-lhe luta. Também ela gostava de participar na peleja, acariciando-lhe o corpo musculado e tentando furtar-se às investidas mas D. Sancho levava a melhor. Com a tática de um guerreiro, sabia que seria ao centro, onde deveria atacar. Valendo-se dos efeitos que umas cócegas puderam causar, alcançou o alvo num ápice, deleitando-se de prazer.
Utilizando as suas próprias palavras, D. Sancho povoou, mais uma vez…» (pág. 50)
E, mais adiante (pág. 54), «D. Sancho deu uma olhadela à Ribeirinha que aguardava ansiosamente o momento. Num aceno rápido percebeu que estava na hora de irem povoar…»
Obrigado Fernanda Vaz Godinho!

Norberto Manso

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Uma resposta a Ribeirinha – A Rainha Sem Coroa

  1. Fernanda Vaz Godinho diz:

    Obrigada pelo seu comentário sincero e verdadeiro, tenho a certeza já não não nos conhecemos pessoalmente
    . Fico contente Por ter gostado da minha escrita. Uma coisa posso afirmar e assinar por baixo: está obra deu me um prazer imenso porque foi compensador imaginar a intimidade de um rei português e também porque me pareceu uma boa maneira de divulgar momento s bem antigos da nossa história. Muito obrigada pela s suas palavras

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